Sejam bem-vindos.
Aqui compartilho partes da minha vida pessoal, desde a infância até os dias de hoje. São histórias reais, vividas por mim, sem filtros ou invenções.
Sempre acreditei que a vida é um espelho: observando histórias de outras pessoas, aprendi a refletir, escolher caminhos e tomar decisões, sejam
elas boas ou ruins. Que isso fique bem claro entre nós: este espaço é feito apenas de vivências reais de toda uma vida.
Como se tornar uma pessoa próspera
Muita gente confunde prosperidade com riqueza, como se fossem a mesma coisa. Mas, para mim, não são. Prosperidade não tem, necessariamente, a ver com bens materiais. Tem a ver com abundância, com gratidão, como dar e receber, mesmo quando aparentemente falta alguma coisa.
A vida é como um trem. A gente nasce e entra nesse trem, e ele segue o seu percurso. Durante a viagem, algumas pessoas entram, outras saem, e em cada paragem temos escolhas a fazer. A forma como agimos nessas paragens define o tipo de vida que vamos construir.
Quero partilhar um pouco da minha história para explicar isso melhor.
No início do meu casamento, quando voltei de Belo Horizonte para o Espírito Santo, a nossa vida era muito simples. Compramos um terreno e começamos a morar num pequeno barraco, ainda sem porta e sem janela. Eu estava grávida, tinha uma filha pequena e o meu marido estava desempregado. À primeira vista, muita gente diria que éramos pobres.
Mas a nossa casa era próspera.
Mesmo sem emprego fixo, nunca nos faltou comida. O meu marido começou a criar cabras, galinhas, e a pescar no mar. Tínhamos leite todos os dias para as crianças, peixe, lagosta, camarão, siri. A despensa estava sempre cheia. Quem chegava à nossa casa tinha do bom e do melhor para comer.
Eu não tinha porta nem janela, mas tinha fartura, tinha paz e tinha gratidão.
E mais do que isso: a gente repartia. Sempre que alguém precisava, nós dividíamos o pouco, que tínhamos. Se eu tinha dois sacos de arroz, ficava com um e doava o outro. Se tinha carne, peixe ou comida no freezer, partilhava. Isso não era generosidade, era caridade: ajudar quem realmente precisava.
Com o tempo, à medida que as coisas melhoravam, comecei também a praticar a generosidade. A diferença é simples: caridade é quando você dá a quem precisa. Generosidade é quando você dá a quem não precisa, simplesmente por amor, para alegrar alguém. Muitas vezes eu doava algo que eu mesma produzia para vender, algo que era o meu sustento, mas eu dava de coração.
E quanto mais eu dava, mais eu recebia.
Aprendi que prosperidade funciona como um ciclo. Você doa, o ciclo gira, e aquilo volta para você de outra forma, muitas vezes maior. Quando Deus tira algo pequeno da nossa mão, não é para nos deixar sem nada, é porque Ele quer colocar algo maior no lugar.
Prosperidade não é acumular. Prosperidade é fluxo.
A Palavra diz que aquilo que a gente planta, a gente colhe. Se você planta o bem, o bem volta. Se planta generosidade, recebe generosidade. Se planta amor, recebe amor. Não existe prosperidade sem doação.
Hoje, olhando para trás, vejo claramente a minha colheita. Não porque fiquei rica de bens naquele tempo, mas porque sempre fui rica de coração, de relações, de abundância dentro de casa. Eu era próspera, mesmo sem parecer.
Se você quer uma vida próspera, comece agora. Não espere ter muito para dar. Dê com o que você tem. Ajude quem precisa. Seja generoso também com quem não precisa. Faça tudo de coração.
O passado já foi. O futuro ainda não existe. O que existe é o agora. E é no agora que você planta aquilo que vai colher lá na frente.
Que o próximo ano seja um ano de prosperidade verdadeira, daquela que começa no coração e transborda para todas as áreas da vida.
Alegria e felicidadede não estão nas coisa, mas na forma que se vive a vida
Vamos enriquecer Juntos
Como eu consegui sair das dívidas e construir três casas em poucos anos
Olá, sejam todos bem-vindos.
Hoje quero partilhar um pouco da minha história, da minha vida antes de chegar a Portugal, e como tudo o que vivi me trouxe até aqui.
Sou a Erly e nasci na Bahia. Ainda criança fui para o Espírito Santo, onde cresci. Já adulta, conheci o meu marido, casámos e fomos viver para Belo Horizonte. Apesar de tudo, não me adaptei à cidade e, depois de algum tempo, decidimos regressar ao Espírito Santo, para a região da Serra. Foi ali que começamos a nossa vida do zero, meu marido, meus filhos e, eu.
A nossa realidade não era fácil. Vivíamos com muitas dificuldades, sempre recorrendo a empréstimos para conseguir sobreviver. Mesmo assim, quando surgiu a oportunidade de comprar um pequeno comércio, avancei sem pensar duas vezes. Era o que sabíamos fazer: tentar, mesmo sem segurança. O problema foi descobrir, pouco tempo depois, que o local estava sob ordem judicial de despejo. Perdemos tudo. O comércio foi demolido e, com ele, a nossa única fonte de rendimento.
Aquilo abalou-me profundamente. Entrei em depressão. Estudava Administração e Gestão Empresarial, algo que só consegui fazer mais tarde, porque na juventude não tive essa oportunidade. O meu marido estava desempregado e cuidava das crianças enquanto eu estudava. Para não abandonar os estudos, consegui um estágio na prefeitura, onde trabalhava no setor do Bolsa Família.
Foi ali que vivi uma das situações mais marcantes da minha vida. Vi de perto mães desesperadas, crianças com fome, e isso mexeu comigo porque eu sabia exatamente o que elas sentiam. Eu também passei fome na infância. Venho de uma família muito pobre, somos muitos irmãos, e houve momentos em que a comida que chegava à nossa casa vinha das sobras que a minha mãe juntava no trabalho. Não eram restos sujos, mas era o que sobrava nos pratos das casas onde ela trabalhava. Aquilo nos sustentou muitas vezes.
Por isso, movida pela dor e pela empatia, comecei a ajudar aquelas mães como podia, juntando alimentos, fazendo pequenas cestas básicas e entregando antes que o dinheiro do governo chegasse. Fiz isso de coração, mas acabei sendo mal interpretada e afastada do estágio. Mais uma vez, parecia que tudo desmoronava.
No entanto, Deus abriu outra porta. O prefeito decidiu rescindir o meu contrato de estágio e ofereceu-me um trabalho efetivo na prefeitura durante o tempo do mandato dele. Fui encaminhada para o setor de recursos humanos e ali encontrei pessoas incríveis que confiaram em mim.
Foi nesse ambiente que algo mudou a minha vida. Enquanto organizava documentos, encontrei um pequeno livro, quase um manual. Pedi autorização para tirar cópias e comecei a lê-lo no caminho da escola, nos intervalos do dia. Aquele conteúdo mudou completamente a minha forma de pensar sobre dinheiro, dívidas e construção de patrimônio. Não foi o livro em si, mas a ferramenta que Deus usou para virar uma chave na minha mente.
Percebi que precisávamos parar de viver endividados e começar a construir algo sólido. Morávamos numa casa muito simples, e decidimos começar do zero. Planejei cada etapa, juntei o meu salário com o do meu marido, negociei com pedreiros, comprei material aos poucos. Nada era feito sem planejamento. Pagávamos por etapa concluída, sempre dentro do que podíamos.
Em poucos meses, a nossa casa estava pronta, arejada, pensada também na saúde do nosso filho, que sofria de asma. Depois disso, aproveitei parte do terreno e transformei uma construção antiga em casa de aluguel. Logo depois, fiz o mesmo com um espaço que antes seria um comércio. Tudo foi feito com muito esforço, noites sem dormir, vendendo cosméticos, fazendo tapetes, negociando centavo por centavo.
Houve momentos em que não sobrava nada. Tudo era direcionado para a construção. Mas eu tinha um objetivo claro: criar uma base que nos sustentasse no futuro. Quando fiquei desempregada, como já era esperado, eu já tinha renda de aluguel. Aquilo trouxe paz, segurança e a certeza de que o esforço tinha valido a pena.
Alguns livros foram fundamentais nesse processo. Um deles foi O Segredo, que me ensinou sobre mentalidade, fé e visualização. Outro foi Pai Rico, Pai Pobre, que abriu a minha mente para a importância de ativos e renda passiva. E também Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, que reforçou algo que sempre vivi no meu casamento: caminhar lado a lado, decidir juntos e crescer juntos.
Hoje vivo em Portugal, recomecei do zero mais uma vez, estou a pagar aluguel, mas sei exatamente onde estou, para onde vou e o que preciso fazer para chegar lá. A minha história não é sobre sorte, é sobre fé, esforço, aprendizado e decisão.
Se a minha história se parece com a tua, se de alguma forma te inspira, continua a acompanhar. Ainda tenho muito para contar.
Que Deus abençõe a tua vida e os teus sonhos.
Nada acontece por acaso.
Vamos enriquecer juntos
Minha Jornada para Portugal : Desafios, Aprendizados e Sonhos
Uma história real sobre recomeços, escolhas difíceis e crescimento pessoal
Chegar a Portugal foi um grande desafio, mas também uma experiência transformadora. Assim que cheguei, consegui empregos para manter-me: trabalhei como vendedora de roupas em uma loja pela manhã, e à tarde em um café, somando longas jornadas, mas com muito aprendizado. Aos poucos, consegui montar minha casa com a ajuda de um anjos que Deus pós na minha vida, uma visinha por nome de Idelta, uma senhora que me acolheu de uma tal forma que só Deus para explicar, ela também tem um filho e uma filha que são Adoraveis e amo de coração como irmãos para mim, que me deram móveis e supriram todas minhas necessidades. Isso me ensinou que a colaboração e a comunidade fazem toda a diferença no começo de uma nova vida.
Viver em Portugal é incrível, mas é essencial vir preparado. O custo de vida, especialmente com aluguel, é alto. Um T0, por exemplo, custa em média 800€ ou mais, e é necessário pagar adiantado vários meses de renda. O salário mínimo atual é 860 €, então sem planejamento é muito difícil se manter sozinho. Por isso, recomendo fortemente fazer um planejamento financeiro antes de vir: economizar, organizar gastos e ter um pé de segurança.
O primeiro ano foi difícil para mim e meu filho, mas a fé e a persistência me sustentaram. Trabalhar no início foi pesado, especialmente em cafés e na restauração, onde jornadas longas e algumas injustiças acontecem. Mas eu nunca desisti, continuei orando, buscando oportunidades e aprendendo com cada experiência. Hoje, consigo me manter, e ainda guardar uma parte para investir no futuro.
Além disso, aprendi a importância de investir e fazer o dinheiro trabalhar para mim. Mesmo com pouco, aplico em ações no Brasil, multiplicando aos poucos meu patrimônio. Meu objetivo é juntar para comprar minha própria casa, hoje vivo numa caravana..
A mensagem que quero deixar é clara: nunca é tarde para seguir com seus sonhos. Com fé, planejamento, coragem e esforço, é possível superar dificuldades e transformar sua vida, não importa a idade. Portugal me mostrou segurança, estabilidade e oportunidades, mas também a importância de nunca desistir. Se eu consegui, você também consegue.
Foi na dor, longe de casa, que descobrir a força que existia em mim.
Vamos enriquecer Juntos