Destino

Se você leu até aqui, então já conhece um pedaço da minha história. A rodoviária, o quarto vazio, o carrinho de mão e os dias de fome.

Mas agora eu preciso te contar o que realmente importa.

Nenhum dos filhos da minha mãe virou pessoa de má conduta. Nenhum escolheu o caminho errado. Somos trabalhadores, somos honestos e somos pessoas de caráter.

E isso não aconteceu porque a vida foi fácil. Aconteceu porque, mesmo na dificuldade, houve escolha.

A vida não oferece as mesmas oportunidades para todos, isso é verdade. Mas a decisão de quem você vai se tornar… essa é sua.

Eu poderia ter usado minha infância como desculpa. Poderia ter escolhido a revolta. Poderia ter seguido o caminho mais fácil.

Mas eu escolhi não me acovardar. Escolhi trabalhar, escolhi crescer e escolhi fazer diferente.

Hoje, quando olho para trás, eu não vejo apenas dificuldade. Eu vejo formação. Vejo uma base sendo construída no meio do improviso. Vejo que cada quilômetro andando a pé, cada noite no papelão e cada prato simples de comida estavam moldando a mulher que eu me tornaria.

Minha origem não determinou meu destino. Minhas escolhas determinaram.

E é por isso que eu compartilho essa história. Não para que sintam pena, mas para que entendam que não importa onde você começou. O que realmente importa é a decisão que você toma a partir de agora.

O passado pode explicar, mas não pode comandar, a escolha é sempre sua. E a vida começa no momento em que você decide não se acovardar.

Que a sua história não seja uma desculpa. Que seja combustível.

Vamos enriquecer juntos.

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A fome não espera